13 de janeiro de 1920: O New York Times questiona os voos espaciais.

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Robert Goddard posa com seu foguete movido a combustível líquido, que ele lançou com sucesso em março de 1926. Crédito: Esther C. Goddard, Domínio público, via Wikimedia Commons.

Hoje, na história da astronomia, um editorial considera as teorias de Robert Goddard sobre voos espaciais movidos a foguetes como "um grande desafio à credulidade"

Em 1959, a NASA nomeou postumamente o Centro de Voos Espaciais Goddard em homenagem à vida e obra de Robert Goddard nas áreas de foguetes, física e viagens espaciais. Mas sua trajetória, desde a juventude dedicada à leitura de histórias de ficção científica sobre viagens espaciais até aquele momento, envolveu anos de ceticismo por parte da mídia e do público, bem como os interesses conflitantes de corporações, militares, acadêmicos e do governo. 

Enquanto estudante no Instituto Politécnico de Worcester, Goddard já experimentava com foguetes no porão da escola; após concluir sua graduação e o doutorado, passou a lecionar na Universidade Clark, continuando suas pesquisas. Em 1915, seu experimento sobre propulsão no vácuo provou que os foguetes funcionariam no espaço sideral, apesar da falta de ar para impulsioná-los, um enorme passo à frente para o futuro das viagens espaciais. No ano seguinte, a Instituição Smithsonian reconheceu a importância de sua pesquisa e lhe concedeu uma bolsa. Durante a Primeira Guerra Mundial, seu trabalho para o Exército e a Marinha dos EUA aprofundou suas teorias e forneceu a base para o desenvolvimento da bazuca.

Em 1920, Goddard publicou um artigo sugerindo que um foguete poderia alcançar a Lua. A resposta do público foi implacável, com o New York Times publicando um editorial que considerava o trabalho de Goddard "um grande desafio à credulidade" em 13 de janeiro. Apenas alguns anos depois, porém, em 16 de março de 1926, Goddard realizou o primeiro lançamento de um foguete movido a combustível líquido. Ele desenvolveria e patentearia o conceito de foguetes de múltiplos estágios, resfriamento por combustível líquido e sistemas de suspensão cardânica e giroscópios para direcionar foguetes. Também foi responsável pelas teorias matemáticas da propulsão de foguetes e da velocidade de escape. Embora tenha falecido de câncer de garganta aos 62 anos, sua viúva, Esther, dedicou grande parte de sua vida a registrar patentes para seu trabalho e a divulgar seu legado. Hoje, Goddard é amplamente reconhecido como o "Pai da Foguetaria Moderna".