Lançamento da Gemini 2 do Complexo 19 no Cabo Kennedy em 19 de janeiro de 1965. Crédito: NASA.
Hoje, na história da astronomia, um precursor fundamental das missões Apollo inicia sua jornada.
Com 12 missões projetadas para dominar as manobras essenciais para a exploração espacial, o programa Gemini sucedeu o Projeto Mercury e foi o precursor indispensável para as alunagens do Apollo. Enquanto o Mercury demonstrou que os Estados Unidos podiam colocar um ser humano no espaço, o Gemini construiu a ponte tecnológica para mantê-lo no espaço por longos períodos e realizar operações complexas – requisitos fundamentais para uma viagem à Lua.
A Gemini 1, uma missão não tripulada lançada em abril de 1964, validou com sucesso o foguete Titan II e a capacidade de colocar a cápsula em órbita. Com esse marco atingido, o próximo desafio era provar que a espaçonave poderia retornar à Terra em segurança. Coube à Gemini 2, também não tripulada, testar rigorosamente os sistemas críticos para o reingresso e pouso: o escudo térmico, os retrofoguetes e o sistema de paraquedas para amaragem.
Apesar de uma série de contratempos – que incluíram desde furacões até falhas em motores – que adiaram seu lançamento, a Gemini 2 finalmente partiu com sucesso em 19 de janeiro de 1965. Sua missão foi breve e decisiva: dezoito minutos após o lançamento, a cápsula já havia completado seu voo suborbital e retornado à Terra. Os dados obtidos nesses testes foram vitais, pavimentando o caminho para a Gemini 3, que se tornaria o primeiro voo tripulado do programa.

